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SETE MINUTOS
ANTONIO FAGUNDES & SUZY RÊGO

Sete Minutos conta a história de uma companhia teatral numa agitada noite, cheia de surpresas.

O Ator (Antonio Fagundes) interrompe o espetáculo (Macbeth) por causa de um celular que toca na platéia.

A partir deste momento a companhia vive uma sucessão de situações burlescas, românticas, surrealistas, hilárias e até dramáticas, envolvendo a Empresária (Suzy Rêgo), espectadores (Tácito Rocha e Neusa Maria Faro, entre outros), o Ator Jovem (Denis Victorazo) e um Tenente (Luiz Amorim).

Sete Minutos é essencialmente um espetáculo sobre Teatro ou melhor, sobre o Público e a sua relação com o Palco (e vice-versa), onde o autor abre seu coração, expõe suas feridas, e mostra toda sua veia cômica e sua paixão pelo palco.

Em breve.

Diretora: Bibi Ferreira
Escritor: Antonio Fagundes

Gênero: Comédia

Europa Filmes e Globo Vídeo

Título Original: Sete Minutos
Tempo:  minutos
Cor: Colorido
Ano de Lançamento: 2003
Recomendação: 14 anos

ELENCO

Ator .... ANTONIO FAGUNDES
Ator Jovem ....DENIS VICTORAZO
Empresária .... SUZY RÊGO
Tenente .... LUIZ AMORIM
Mulher .... NEUSA MARIA FARO
Homem .... TÁCITO ROCHA
Outros .... MARCO ANTONIO LEÃO, JULIANA D’ANTINO

FICHA TÉCNICA

Cenários e Figurinos .... Claudio Tovar
Iluminação .... Jorge Takla
Trilha Sonora .... Tunica Teixeira
Direção de Produção e Administração .... Marga Jacoby e João Roberto Simões
Diretora Assistente .... Di Veloso
Assistente de Iluminação .... Ney Bonfante
Operador de Luz .... Humberto Estevão
Equipamento e Montagem .... Bonfante Iluminação Cênica
Edição e Mixagem da Trilha Sonora .... Aline Meyer
Sonorização e Operadora de Áudio .... Fernanda Brankovic
Assistente de Sonorização .... Flavinho
Montagem de Som .... William P. da Silva, Eduardo Rodrigues Lino, Edvaldo José da Silva
Adereços de Cabeça .... João Lourenço
Design Gráfico .... Carlo Zuffellato e Paulo Humberto L. de Almeida
Edição e Produção Gráfica .... BVDA / Brasil Verde
Assessoria de Imprensa .... Morente Forte Comunicações
Assistente de Assessoria de Imprensa .... Daniela Bustos
Fotos .... João Caldas
Assistente de Fotografia .... Paulo Torma
Fotolitos e Impressão .... GraphBox Caran
Pintura dos Telões .... Clécio Régis
Execução de Cenários .... Jorge e Denis Produções Cenográficas
Coordenação de Montagem .... Jorge Ferreira Silva e Denis Nascimento
Equipe de Cenotécnica .... Edson Chimanski, Everton Dávida Cândido,
Henrique S. Oliveira, Leonardo Bezerra, Marcelo Feitosa, Márcio Feitosa e
Ricardo Fernandes
Pintura do Cenário .... Conceição Daccache, Jorge Ferreira Silva, Jane Maria Severino
Costureira .... Carmem Moreira
Diretor de Cena .... Leonardo Bezerra
Maquinista .... Joaquim F. da Silva
Camareira .... Maria Lago
Assistentes Administrativos .... Fernanda Jerônimo e Patricia Pires
Auxiliar de Escritório .... José Hilton de Oliveira Junior
Produção Executiva .... João Roberto Simões
Assessoria Jurídica .... Pinheiro Neto Advogados

REALIZAÇÃO

Fagundes Produções Culturais
Takla Produções Artísticas

Este espetáculo estreou em São Paulo, no Teatro Cultura Artística na Sala Esther Mesquita, em 18 de julho de 2002.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Um lançamento pioneiro.

Pela primeira vez o público brasileiro vai poder assistir em DVD, ou VHS, uma peça de sucesso, como já acontece nos Estados Unidos e Europa.

Sete Minutos foi gravada pela TV Globo com sua melhor unidade móvel, a mesma usada no programa Big Brother. Foram utilizadas cinco câmeras e dois cortes simultâneos, o equivalente a 10 imagens ao mesmo tempo, com mais de 30 canais de áudio.

Aliás, o áudio do DVD é 5.1 Dolby Stereo.

OS EXTRAS DO DVD

Bastidores de uma peça de teatro
Entrevistas com os atores
Depoimento da diretora Bibi Ferreira
Especial sobre a carreira de Antonio Fagundes

ERROS

Em Breve...

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IMAGENS E CURIOSIDADES

NOTAS DA PRODUÇÃO

Para mim o teatro é o autor. O espetáculo, o ator.
Desta feita temos os dois numa só pessoa, Antonio Fagundes, que a cada dia se supera caminhando por diversos campos artísticos onde é pessoa absoluta.
Aos senhores que irão assistir agora a peça Sete Minutos eu pergunto: – Já freqüentaram alguma vez um ensaio de teatro?
Pois essa é uma das minhas funções, assistir a todos os ensaios.
Creio que vocês ficariam apaixonados, como eu, em ver o crescimento dos personagens, o colorido das inflexões e o ritmo das cenas e, além disso, poder se deliciar em ver esse primeiríssimo ator ensaiar com a mesma força que estará vivendo sua personagem na noite da estréia.
Assim é Antonio Fagundes – para ele o estar ensaiando já desperta essa verdade que é o teatro e que deve ser vivida intensamente até mesmo quando em fase de construção. Isso me deixa muito sensibilizada, inclusive, quando vejo os seus outros cinco companheiros de cena embarcar também nessa jornada de descobertas com o mesmo afinco e alegria que somente um ator em verdadeira entrega pode doar a um diretor.
No entanto, o mais curioso disso tudo é que nós, que trabalhamos semanas, meses, em cima de um texto para apresentar um trabalho digno e de agrado dos senhores e ainda no último instante sentirmos a inquietação da dúvida, vocês que são o público, sentam-se ali diante do palco e sabem direitinho onde devem rir na hora certa, chorar no momento exato, aplaudir, por vezes em cena aberta, ou simplesmente quedar extasiados perante uma obra.
Por isso estamos, nesse espetáculo, desnudando nosso universo, mostrando nossa coxias, nossas tralhas, para que vocês possam fazer parte, como nós, desse mundo mágico e apaixonante que é o teatro.
Gostaria de dizer a vocês que hoje, minha emoção está a flor da pele. Acabamos de nos sagrar “Penta Campeões”. E não é por acaso que nessa produção também somos onze...
Nosso time também é de estrelas.
E, todos nós, seja em cima do palco ou por trás dele vibramos nessa mesma comunhão de fantasia para lhes entregar Sete Minutos.
Ensaiar Sete Minutos foi para mim estar numa olimpíada, com a certeza de ter o maior atleta da palavra, com um Time de primeira e acima de tudo, uma platéia 100% brasileira – Nunca tive tanta vontade de viver!
Bibi Ferreira

BEM-VINDOS AO TEATRO

Perguntaram uma vez a Ralph Richardson, grande ator shakespeareano inglês, como ele definiria o trabalho do ator. Respondeu, divertido, que consistia em impedir a platéia de tossir. Lembro do alívio que senti quando soube que não é só por aqui que algumas platéias se parecem com uma sala de espera do INSS. Hoje em dia, porém, lidamos com problemas mais graves, além da tosse, porque variados. Os bips, os celulares, os flashes das máquinas fotográficas, o papel de bala, a musiquinha do relógio, as conversas, os atrasados, os incontinentes, aquele eterno ranger das poltronas indicando a impaciência da platéia, fazem do trabalho do ator de teatro uma verdadeira Odisséia. Se nós ouvimos o que acontece na platéia? Tudo. Então você não sabia? Sempre me impressionei com uma cortina de aço que teatros mais bem equipados mantêm para separar o palco da platéia em casos de incêndio. Imagino aquela enorme cortina descendo e isolando o palco em chamas do público surpreso, mas protegido, e isso me apavora. Não apenas pela tragédia que isso representaria, mas também pela força dessa imagem. Durante toda a minha vida admirei a definição de teatro de Lope de Vega: um tablado, dois atores e uma paixão. Modestamente, eu acrescentaria um público para torná-la perfeita. A falta de comunicação entre o palco e a platéia me traz sempre à memória aquela imagem da cortina de aço: pobres atores ardendo de paixão em cima de um palco, maldosamente separados de uma platéia fria, isolada, impune. Não consigo entender palco e platéia como dois mundos separados, coincidentemente reunidos num mesmo espaço. Além do fato de que essa reunião foi fruto de um poderoso exercício de vontade de ambas as partes, palco e platéia sempre foram, a meu ver, lados diferentes sim, mas de uma mesma moeda, que se completam, se multiplicam, interagem de uma forma viva e poderosa, como em nenhum outro meio de comunicação. A vida, fluindo em ondas de energia de um lado para o outro, é que faz do teatro essa arte inimitável, onde sangue, suor e lágrimas não são apenas um exercício de retórica. Nada justificaria tanto trabalho, tanto empenho, tanta dedicação se no final das contas fossemos incapazes de nos tocar, uns aos outros. Do nosso lado, durante meses, estudamos a melhor forma, o sentimento mais profundo, o caminho mais claro de se estabelecer essa ligação. Que outra recompensa poderíamos esperar que não a atenção, o interesse, a alma de quem está do outro lado dessa barreira de luz que nos separa. Sete Minutos fala dessa paixão. Sem meias palavras. Pela porta dos fundos. Palco e platéia se verão, talvez como nunca antes até então, da forma mais crua, mais íntima, hilariante às vezes, honesta sempre. O que Sete Minutos tem para contar, cortina de aço nenhuma será capaz de conter. O teatro é a arte do agora. Não é atoa que vocês estão aqui, hoje. E estamos nos preparando há muito tempo para recebê-los. Bem-vindos ao teatro.
Antonio Fagundes

P.S.: No primeiro dia de leitura o prazer de conhecer Suzy Rêgo, Denis Victorazo, Luiz Amorim e Juliana D’Antino. A enorme alegria de reencontrar Tácito Rocha, Neusa Maria Faro e Marco Antonio Leão, velhos companheiros da Companhia Estável de Repertório. A satisfação de finalmente trabalhar com Claudio Tovar. A felicidade de contar sempre com Marga Jacoby, Jorge Takla, João Roberto Simões. O apoio seguro e carinhoso da Maria, do Léo, do Joaquim. A simpatia contagiante da Célia e da Selma. O encontro feliz com Carlo e Paulo Humberto. A paciência e o interesse da Di. Mas acima disso tudo o nervoso, a excitação, a responsabilidade, a honra, a maior dádiva de todas: ser dirigido por Bibi Ferreira. Maior atriz do Brasil, primeira dama do teatro brasileiro, cantora extraordinária, tudo isso já sabíamos de antemão. O contato diário com a enorme figura humana que é Bibi só me fez aumentar o carinho e o respeito e a vontade de que aqueles dias mágicos de ensaio não acabassem nunca. Agora, às vésperas da estréia, morremos de saudades. Obrigado Bibi. Vamos tentar manter acesa a chama de paixão que você tão generosamente passou para nossas mãos.

Sete Minutos fala do fazer teatral. Mas é preciso que se diga que uma grande parcela de esforço, de ansiedade, de trabalho braçal mesmo, foram pulados nessa narrativa. Matéria quem sabe de outro texto, outro espetáculo. Nem deve ser muito difícil imaginar o quanto de carinho e atenção foram dedicados a essa obra antes que o pano se abrisse para o momento mágico da comunicação. Da primeira leitura do texto ao dia da estréia, um verdadeiro exército de profissionais, das mais variadas áreas, contribuiu com sua arte para a forma final que estamos prontos para mostrar agora. Antes mesmo do primeiro ensaio muito tempo se gastou na preparação desse projeto. A simples leitura da ficha técnica já pode nos dar uma pálida idéia do número absurdo de profissionais envolvidos na preparação de uma peça de teatro.

A produção desse espetáculo não poderia deixar de agradecer a cada um deles pela enorme dedicação com que se envolveram nesse trabalho, mas, principalmente não poderia deixar de registrar a imensa satisfação, a honra, o privilégio de ter sido sob a batuta segura e carinhosa de Bibi Ferreira que tudo isso veio à luz. Os deuses do teatro, certamente, sorriram pela primeira vez para todos nós quando Bibi aceitou participar dessa empreitada. Bebemos agradecidos de sua cultura, seu conhecimento, sua alegria durante todos os dias da montagem de Sete Minutos. Agora abrimos para todos vocês o fruto desse enorme prazer. Bom proveito.

Fagundes Produções Culturais
Takla Produções Artísticas.

Fonte: Europa Filmes