MINHA VIDA SEM MIM
SARAH POLLEY & SCOTT SPEEDMAN
Ann (Sarah Polley) é uma menina que trabalha
duro, tem duas filhas, um marido (Scott Speedman) que passa mais
tempo desempregado do que trabalhando, uma mãe que tem uma
história de sonhos fracassados e um pai que passou os últimos dez
anos na prisão. Enquanto outras mulheres de sua idade estão se
divertindo, ela passa as noites trabalhando como vigia de uma
faculdade que ela jamais poderia pagar. Ann mora com sua família
num pequeno trailer no quintal de sua mãe. De alguma forma, ela
consegue manter a cabeça para fora da água, sobrevivendo, não
vivendo.
Depois de um desmaio, ela vai fazer um check-up médico, quando um
médico tímido lhe dá uma notícia chocante. Ela não conta a
ninguém, ficando determinada a poupar suas filhas da verdade e ao
mesmo tempo tomar controle de sua própria vida, tirando o máximo
dela. Para Don, Laurie (sua excêntrica amiga de trabalho) e suas
crianças, Ann encobre sua fraqueza como um caso de anemia.
Secretamente ela faz uma lista de coisas que sempre quis alcançar
na vida mas nunca teve tempo. Elas variam desde a mudança do
estilo do penteado, unhas falsas, até a fazer amor com outro
homem.
De repente sua vida desabrocha, e a força que brota dessa jovem
trabalhadora de vinte e três anos torna-se uma grande
determinação.
Obrigada a carregar seu segredo, mas libertada por seu novo senso
de controle, a jornada emocional de Ann a conduz a lugares
inesperados e dá à sua vida um novo significado: os momentos de
carinho, as emoções voláteis que ela tem que manter para si, o
reconhecimento que ela passa a ter o poder de entender, o exame de
sua própria vida.
Seleção Oficial do
Festival de Cinema de Toronto e do Festival de Telluride
Urso de Ouro indicado no Festival de Berlim
Mas não deixe de ver os
erros também.

Diretora: Isabel Coixet
Escritora: Isabel Coixet
Gênero: Drama
Imagem Filmes

Título Original: Mi
vida sin mi
Tempo: 106 minutos
Cor: Colorido
Ano de Lançamento: 2003
- Espanha / Canadá - Lançamento nacional (RJ e SP) Dia 15
de maio de 2004.
Recomendação: 12 anos

ELENCO
Sarah Polley .... Ann
Amanda Plummer .... Laurie
Scott Speedman .... Don
Leonor Watling .... vizinha de Ann
Deborah Harry .... mãe de Ann
Maria de Medeiros .... Cabelereira
Mark Ruffalo .... Lee
FICHA TÉCNICA
Produção .... Isabel
Coixet
Elenco EUA .... Heidi Levitt e Monika Mikkelsen
Produção .... Esther García e Gordon McLennan
Direção de Fotografia .... Jean Claude Larrieu
Edição ....Lisa Jane Robinson
Música ....Alfonso de Villalonga
Desenhos de Produção .... Carol Lavellee
Figurino .... Katia Stano
Som .... Albert Manera e Fabiola Ordoyo
PRODUTOR
Pedro Almodóvar
DISTRIBUIDORA
Imagem Filmes

ERROS
1. 0:09:14 - De manhã
o pai coloca leite nos copinhos azuis das filhas, e podemos
perceber que quando a mãe aparece, só existe uma xícara verde em
cima da mesa, e os dois copos azuis sumiram, depois do corte eles
voltam a aparecer.Erros
do FalhaNossa.com
2. 0:11:19 - Quando a
mãe de Ann aparece pendurando as roupas no varal, ela está fumando
um cigarro quase inteiro, porém depois que ela chega na frente do
trailer e pergunta para sua filha se ela também quer que pendure
suas roupas, o cigarro na sua mão está quase no filtro.Erros
do FalhaNossa.com
3. 0:16:57 - Quando o
médico conta para Ann que ela está doente, vemos a garota
chorando, e uma lágrima escorre de cada olho deixando um rastro
pelo seu rosto, mas depois do corte o rastro das lágrimas
desaparece. Algumas cenas depois as marcas aparecem novamente.Erros
do FalhaNossa.com
4. 0:17:21 - Ann pede
uma bala ao médico e coloca na boca, mas em nenhum momento ouvimos
o barulho dela abrindo a embalagem de plástico da bala.Erros
do FalhaNossa.com
5. Ainda nesta cena o
médico aparece olhando para sua ficha, mas depois que Ann diz que
a bala é muito gostosa, o médico aparece olhando para a garota.Erros
do FalhaNossa.com
6. 0:17:37 - Ann pede
mais uma bala e sorri olhando para o médico, porém depois do corte
ela já aparece séria e pegando sua bolsa para ir embora.Erros
do FalhaNossa.com
7. 0:20:55 - Ann
começa a brincar de jangada com as filhas. Observe que a criança
do lado direito da tela está afastada da mãe, porém depois do
corte ambas estão abraçadas bem apertadas pela mãe.Erros
do FalhaNossa.com
8. 0:25:40 - Quando
Ann está conversando com a garçonete na lanchonete e pergunta o
que ela vai fazer se ganhar na loteria, a mulher mostra uma foto
da Cher. Observe que ela segura a foto com a mão esquerda, mas
depois do corte ela já faz isto com as duas mãos.Erros
do FalhaNossa.com
9. Ann leva as duas
filhas no colégio. Observe que a posição das crianças muda entre
os cortes. Na primeira tomada elas estão lado a lado, mas depois
do corte a mais nova está atrás da irmã mais velha.Erros
do FalhaNossa.com
10. 0:52:45 - Quando
Lee pergunta se Ann quer se sentar, ele aparece em pé com os dois
braços abaixados, mas depois do corte ele já está com os dois
braços cruzados.Erros
do FalhaNossa.com
11. 0:54:08 - Lee diz
que Ann é parecida com as filhas, neste momento podemos ver que a
alça da bolsa da garota está pendurada no seu ombro direito,
depois do corte não mais. Algumas cenas depois a alça volta a
aparecer no seu ombro novamente. Vale a pena ressaltar que em
nenhum momento ela pega na alça da sua bolsa para tirar ou colocar
no seu ombro.Erros
do FalhaNossa.com
12. 0:54:12 - Um pouco
antes desta cena, Ann entrega a foto para o rapaz, mas em nenhum
momento nós o vemos devolvendo para ela, e logo em seguida ela
aparece guardando a foto na sua carteira.Erros
do FalhaNossa.com
13. Lee convida Ann
para ouvir música no seu carro e coloca seu braço no encosto do
banco de Ann, depois do corte para uma tomada mais próxima, ele já
está fazendo carinho no rosto dela.Erros
do FalhaNossa.com
14. 0:59:40 - Ann
volta ao médico e ele lhe entrega um pacote de balas, mas em
nenhum momento nós a vemos pegar ou abrir a embalagem da bala para
comê-la. Mesmo assim ela aparece chupando uma bala.Erros
do FalhaNossa.com
15. Quando a menininha
pergunta para a vizinha se ela vai terminar de contar a história,
vemos esta moça sentada no sofá com sua cabeça muito virada para
sua direita, porém depois do corte para uma tomada mais afastada,
ela só está um pouco inclinada.Erros
do FalhaNossa.com
16. Depois de ler um
trecho do livro, Ann beija o rapaz colocando sua cabeça inclinada
para o lado direito, porém depois do corte para uma tomada mais
afastada, ela está com a cabeça virada para o outro lado.Erros
do FalhaNossa.com
17. Ainda nesta cena
vemos um deslocamento da câmera para o lado esquerdo da imagem sem
nenhum motivo aparente.Erros
do FalhaNossa.com
18. Quando Ann está na
sua casa gravando a mensagem para o marido, ela aparece segurando
seu gravador apenas com a mão direita na tomada de longe, porém
depois do corte ela já está segurando com ambas as mãos e com sua
cabeça inclinada, o que não acontecia antes.
Erros do
FalhaNossa.com
19. Algumas
informações da sinopse oficial do filme não batem realmente com a
história. Por exemplo: É dito que o marido passa mais tempo
desempregado do que trabalhando, o que não é verdade. Ele está
desempregado, e depois arranja um emprego. Em nenhum momento do
filme isto fica evidente. Ainda quanto aos desejos de Ann. É dito
que ela trabalha como vigia de uma faculdade, mas ela trabalha
como faxineira.Erros
do FalhaNossa.com

Clique aqui para
enviar erros e comentários apenas deste filme.

PROMOÇÃO ENCERRADA

A Imagem Filmes e o Falha Nossa
convidaram você
para encontrar sua verdadeira vida!
Eles mandaram um e-mail
respondendo: Quais os sonhos que você deixou de realizar
por falta de tempo?
E concorreram a prêmios exclusivos do filme. Confira os prêmios e o
Resultado.
1º ao 10º lugar:
1 para de ingressos para ver o filme.
Andrea Bussolo - RJ
Izabel Cristina Max Zappulla - RJ
Janaína Luana Bertoldo Ramos - SP
Neusa Osima - SP
Patrícia dos Santos Serrão - RJ
Paulo Rodrigues Alves Filho - SP
Ricardo da Silva Passos - SP
Rose Mary Motta Prado - RJ
Ruy Motta Júnior - RJ
Silvana Maria Silva dos Santos - RJ
A Imagem Filmes e o Falha Nossa
agradecem a participação de todos.


IMAGENS E CURIOSIDADES
NOTAS DA PRODUÇÃO
Há
muitos momentos em nossas vidas que nos modificam para sempre,
determinados pontos no tempo em que vemos nossos destinos diante
de nós, com toda a sua complexidade, dor e glória. Para a jovem
Ann (Sarah Poley), a heroína de “Minha Vida Sem Mim”, um desses
momentos está prestes a acontecer, modificando-a para sempre. Um
delicado drama interior emerge em sua vida e Ann decide mantê-lo
em segredo de todos: sua mãe, que está envelhecendo, seu pai, que
está preso, seu bem-intencionado marido, suas duas crianças,
velhos amigos e seu novo amante – os poupando da mais terrível
dor, Ann está morrendo, com algumas poucas semanas de vida.
Recusando tratamento e alegando que sua fraqueza é decorrente de
uma anemia, Ann faz em segredo uma lista de coisas que ela quer
fazer antes de morrer, para tornar seu mundo insignificante num
lugar melhor. Graças à atuação de Polley e ao roteiro e direção de
peso de Isabel Coixet, “Minha Vida Sem Mim” inspira sentimentos de
prazer e paz enquanto assistimos Ann, uma mulher simples e comum,
nos mostrando uma nova maneira de viver.
Isabel Coixet a princípio foi inspirada pelo conto “Pretending the
bed is a Raft” (contido na coleção do mesmo nome, da autora Nanci
Kincaid).
“Há muito poucas coisas que leio e me inspiram imediatamente a
fazer um filme”, Coixet relembra. “Eu comprei o livro em Nova
Iorque, sem grandes expectativas e o levei comigo numa longa
viagem ao Alaska”.
A história não saiu da mente de Coixet depois que ela terminou de
lê-la: “Comecei a visualizar os outros personagens tão claramente
em minha cabeça, assim como a própria história os apresentava a
Ann”, explica ela, e o tom delicado do enredo causou-lhe um
impacto tremendo.
Algum tempo depois Coixet teve uma reunião com a produtora Esther
García, da “El Deseo”, a companhia produtora do premiado diretor
Pedro Almodóvar (García havia trabalhado em várias produções e
projetos de criação em quase todos os filmes de Almodóvar, mais
recentemente como diretora de produção no aclamado “Tudo sobre
minha mãe” e “Fale com Ela”). García perguntou a Coixet se ela
tinha algum projeto em mente para o futuro e sem hesitar, ela
lembrou a história de Nanci Kincaid, contando a García algumas
idéias que havia tido sobre a adaptação da história. “Eu já havia
visto dois filmes de Isabel e os amei”, conta García “e ela me
contou a forma como queria reinventar a história. Nós sabíamos que
teríamos um filme maravilhoso”.
Enquanto Coixet adaptava a história para as telas, ela continuava
intrigada com as questões que norteavam a personagem principal: “O
que acontece quando ela não conta a ninguém a verdade?” Coixet se
perguntava. “Por que ela mantém isso só para ela, como se nada
estivesse acontecendo?” “Acho que esse segredo é o que dá a tônica
de tornar a história tão interessante.”
Uma das mudanças feitas foi mudar o local onde se passa de New
Orleans para o Canadá: Coixet ri, dizendo que a mudança foi pelo
fato de que ela não gosta de trabalhar no clima quente e úmido,
mas García acrescenta que fazer o filme no Canadá permitiu um
orçamento bem mais modesto.
Esta era para ser a primeira produção em inglês da “El Deseo” e
sair em busca da compra dos direitos de uma história americana por
conta de uma produtora espanhola a ser produzida no Canadá provou
ser uma empreitada e tanto na área de financiamento internacional
de filmes. “Precisávamos de algum tempo, antes de podermos
calcular tudo aquilo”, conta García. Mesmo assim, a natureza
peculiar da produção foi encarada sem hesitação pela equipa da “El
Deseo”. “A El Deseo tem um gosto muito eclético, explica ela,
citando alguns dos trabalhos produzidos como “Action Mutante”,
ficção científica, “The Devil’s Backbone”, terror gótico, e a
comédia “Chill Out”, que compõe o variado porfolio de Pedro
Almodóvar. A história, o estilo ou o diretor não importam,
contanto que sejamos apaixonados pelo projeto e que possamos
sentir que ficaremos orgulhosos com o resultado que iremos
alcançar.”
Foi a canadense Sarah Polley que ganhou o papel de Ann, e que
transformou sua atuação em algo que virá somente reforçar sua
reputação, alcançando uma presença bastante madura em cena, com
apenas 23 anos. “O problema com o personagem protagonista era o
mesmo problema que havia com a história,” explica Esther García.
“Ela poderia ficar áspera demais ou melosa demais.” Após testar
atrizes por toda a América do Norte, Isabel Coixet foi
imediatamente arrebatada pela força, comprometimento e perspicácia
que Polley depositou no personagem. “Quando conheci Sarah em Nova
Iorque, soube que ela seria Ann” ela relembra. Desde o começo
concordamos a respeito de tudo que conversávamos a respeito de Ann,
a forma como ela fala, a maneira como se veste. Ela realmente
conhece essa gente – quando ela e Scott Speedman (que representa
Don, o marido de Ann) levaram as meninas que seriam suas filhas
para brincar, as pessoas achavam que todos realmente formavam uma
família.”
O mais impressionante a respeito da atuação de Polley é o nível de
sutileza que ela dá a um papel tão difícil, um desafio que teria
derrubado a grande maioria das outras atrizes. Na cena em que Ann
fica sabendo de sua doença por um médico nervoso e simpático
(Julian Rochings) podemos ver a mudança em Ann, e podemos ver
também a maneira como ela consegue encobrir seu sentimento, uma
manobra que será repetida e só toma uma forma mais e mais intensa
e real, a medida em que a história vai avançando. “Sarah conseguiu
ser horrenda, conseguiu ser sexy, durona e doce, tudo ao mesmo
tempo” diz Coixet. “Ela vive e respira o personagem, e nós estamos
ali com ela, mas qualquer coisa a mais do ela fez teria ido além
do limite”.
A Ann está em todas as cenas do filme, e sua voz na narração nos
guia através do tempo, que serão suas últimas semanas. Muito da
história é construído ao redor das cenas em que Ann pacientemente
prepara sua família para seguir a vida sem ela, que imagina
encontrar um par para seu marido e uma nova mãe para suas filhas,
espera finalmente encorajar sua depressiva mãe a ser feliz e
visita seu pai na prisão depois de dez anos sem contato. Também
resolve colocar unhas postiças de forma extravagante para Ann, que
trabalha como vigia numa faculdade e decide arranjar um amante,
Lee, representado por Mark Ruffalo (“You Can Count on Me”). Coixet
assegura que cada atuação é extremamente rica e cheia de nuances,
não focando somente na brilhante representação de Polley, mas
trazendo à tona o imenso talento de todos os outros atores da
trama. O Don, interpretado por Scott Speedman é perfeito, sorrindo
diante de suas próprias falhas, sempre na esperança de que as
coisas ficarão melhores. Ruffalo – que recentemente teve que dar
um tempo em sua carreira de ator para remover um tumor cancerígeno
na cabeça – acrescenta um charme profundo a Lee, que está saindo
de um casamento fracassado e encontra toda a atenção que precisa
nos braços de Ann, que é bem mais jovem que ele. Deborah Harry dá
à mãe de Ann uma trágica dimensão que ressoa a família toda.
Coixet ficou muito satisfeita com a forma que o conjunto se formou
e o resultado dessa união criou uma atmosfera muito positiva no
set de filmagem, durante as cinco semanas em que o filme foi
rodado em Vancouver, British Columbia. “Acho que fui bem criando a
atmosfera” diz ela. “Adoro trabalhar com atores e esses são
particularmente atores experientes, que depositam grande confiança
em mim. Tento fazer o melhor possível ao devolver essa confiança e
criar um espaço para que eles possam respirar e desenvolver seus
personagens.”
À medida em que a história de Ann vai se revelando, vai ficando
claro que não haverá uma cura milagrosa no último minuto, enquanto
ela se esforça em esconder sua fragilidade física para proteger
sua família da verdade – “Minha Vida Sem Mim”, ao invés de
mergulhar no sentimentalismo, ousa explorar as mais difíceis
questões que Ann se atreve a responder. “Não existem pessoas
comuns”, Ann se dá conta, enquanto trilha seu caminho por um mundo
habitado por pessoas de obsessões e fraquezas que passam a ser
triviais comparadas ao seu diagnóstico – e ainda assim, Ann
consegue elevar o valor dessas pessoas, por serem seres únicos, ao
invés de condenar ou rejeitá-las. Por mais que suas escolhas a
distanciem do mundo ao preparar sua alma para o inevitável, Ann
também começa a ter êxito em tocar as pessoas dentro de seu
íntimo, de forma muito profunda, assegurando que seus últimos dias
serão um presente e não um castigo. A produtora
Esther García relembra de como o público tem reagido ao filme:
“Mesmo sabendo desde o começo que Ann não tem chance, esse não é
um filme trágico. Obviamente é triste, mas você sai do cinema com
vontade de apostar em todas as chances que a vida lhe oferece
todos os dias. Essa não é uma história sobre morte, é na
realidade, uma história sobre o prazer de estar vivo e tudo que
isso implica.”
Fonte: Imagem
Filmes